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Campos magnéticos posicionados diretamente aliviam as dores crônicas

Campos magnéticos posicionados diretamente aliviam as dores crônicas

Tratamento de fibromialgia, artrose, pós-pólio, dor pélvica crônica, desordens temporomandibulares, estomalgias, neuropática, inflamatória, veja mais sobre esse estudo

Com o objetivo de determinar se a dor crônica frequentemente apresentada por pacientes com Síndrome Pós-Pólio pode ser aliviada pela aplicação de campos magnéticos posicionados diretamente sobre determinados pontos de origem de dor.

Estes autores avaliaram 50 indivíduos com a síndrome, apresentando dores musculares ou articulares; estes foram divididos aleatoriamente entre grupo experimental, que receberam a aplicação de magnetos de 300 a 500 Gauss diretamente sobre os pontos de dor por 45 minutos, e grupo placebo (tratamento falso), onde foram aplicados magnetos falsos de idêntico tamanho e forma que os verdadeiros. Todos os indivíduos responderam a um questionário que provê uma avaliação subjetiva da experiência geral da dor, bem como avaliaram quantitativamente a dor através da Escala de 0 a 10.

Como resultado, nos indivíduos que receberam a magnetoterapia foi verificada uma redução da dor estatisticamente significante, com média de 4,4 pontos na escala de 0 a 10, enquanto a média de redução da dor no grupo placebo foi de 1.1 pontos. A proporção de indivíduos que experimentaram significativa redução da dor fir de 76% no grupo experimental e de 19% no grupo placebo. Este estudo concluiu que a aplicação de campos magnéticos estáticos resultam num significante alívio da dor em indivíduos com Síndrome Pós-Polio.

Os autores constataram uma diminuição da dor decorrente de artrose de quadril e joelho através do uso das pulseiras magnéticas— Vallbona C. et. al, Harlow T. et al.

Harlow T. et al.(8) em 2004 determinaram a efetividade de pulseiras magnéticas no controle da dor em indivíduos com artrose de quadril ou joelho.

Participaram do estudo 184 indivíduos entre 45 e 80 anos de idade, com artrose de quadril ou joelho; eles foram divididos em grupos experimental utilizando por 12 semanas  pulseiras magnéticas variando de 21 a 200mT, e grupo placebo, onde foram utilizadas pulseriras aparentemente idênticas porém sem magnetos. Todos os voluntários responderem a escalas de dor e a um questionário específico para avaliação nos casos de artrose (WOMAC).

Ao avaliar os resultados, os autores constataram uma diminuição da dor decorrente de artrose de quadril e joelho através do uso das pulseiras magnéticas, muito superior aos efeitos do grupo placebo. Apesar de os autores reconhecerem que o efeito placebo de seu experimento era particularmente difícil de controlar devido a uma facilidade em detectar a presença ou não do magneto, o efeito de diminuição da dor foi expressivo, sendo este benefício considerado como complementar ao tratamento da artrose.

Em 2001, Alfano AP et al.(9) investigaram a aplicação de campos magnéticos estáticos no tratamento de fibromialgia.

O estudo envolveu o uso de almofadas com discos magnéticos de 750 Gauss, posicionadas sobre o colchão de 33 indivíduos. Também foram avaliados 15 indivíduos usando almofadas de idêntica aparência e textura, porém com magnetos falsos, além de 17 indivíduos que não utilizaram as almofadas,e sim continuaram um tratamento convencional para a fibromialgia. A duração do experimento de 6 meses, e os seguintes itens foram avaliados através de questionário específico para fibromialgia (FIQ): intensidade de dor, número de pontos de dor e condição funcional. Todos os grupos apresentaram melhora da condição funcional e diminuição do número de pontos de dor, sem diferença estatística significante entre os grupos. Porém, na avaliação da intensidade da dor, a melhora foi significativamente maior no grupo que utilizou as almofadas magnéticas em relação ao placebo e ao controle.

Brown CS et al. 2002.(10) pesquisaram a eficácia da terapia com campos magnéticos estáticos no tratamento da dor pélvica crônica, através da avaliação de mudanças no alívio da dor e na incapacidade. Participaram 51 pacientes em 2 a 4 semanas de tratamento em uma clínica ginecológica. Magnetos ativos de 500 Gauss ou placebos foram aplicados em pontos de dor abdominal por 24 horas por dia, Foram mensurados os resultados de 3 questionários específicos de dor e função.

As pacientes que receberam o tratamento de magnetos ativos e que completaram as 4 semanas de tratamento duplo-cego, apresentaram significante maior redução no índice de dor e no score dos questionários em relação às que receberam os magnetos placebos.

Recentemente, Laszló et al., 2012(11), realizaram um estudo duplo-cego randomizado e controlado com o objetivo de avaliar o efeito de inibição da dor por meio da exposição local à magnetoterapia nas desordens temporomandibulares nas alveolites e nas aftas da mucosa oral. Participaram 79 adultos randomizados em grupo experimental e placebo, todos recebendo uma única aplicação de 5 minutos de magnetoterapia local (0 a 192mT) ou à exposição falsa. A avaliação da percepção da dor foi baseada na comum escala visual análoga (EVA) testada antes e depois da exposição.

Expressiva redução na percepção da dor ocorreu no grupo com desordens temporomandibulares (média de redução de 2 pontos no grupo que recebeu exposição verdadeira e redução de 0.5 ponto no grupo placebo, com diferença estatística significante). Nos casos de alveolite e de afta não foram obtidos resultados significativos de redução imediata da dor.

Em conclusão, os autores afirmaram que a magnetoterapia é um método não-medicamentoso, rápido e fácil que pode potencialmente auxiliar os estomalogistas (profissional de uma especialidade da odontologia) que buscam métodos alternativos de anestesia local, especialmente quando a anestesia sistêmica é contraindicada.

Em 2009, László J. et al.(12) examinaram camundongos em gaiolas expostos a campo magnético estático (2 a 754 mT) ou em idênticas gaiolas para placebo. Os camundongos foram induzidos à dor, e avaliados após 10 a 30 minutos seguidos de exposição ao magnetismo. Efeitos antinociceptivos (analgésicos)  induzidos pela exposição à magnetoterapia puderam ser identificados, inclusive por algum tempo prolongado após o fim da aplicação.

Segundos estes pesquisadores, o duradouro efeito analgésico promovido pelo campo magnético estático pode sugerir que esta terapia induz a uma síntese ou liberação de substâncias endógenas que podem media tais efeitos de alívio de dor.

Khoromi S. et al.(13) publicaram em 2007 um estudo sobre a eficácia dos campos magnéticos estáticos em aliviar a dor de pacientes entre as aplicações de magnetos de 200 Gauss, 50 Gauss e período sem tratamento. A dor foi avaliada através do score de 0 a 10.

Num período de 5 semanas, positivos efeitos para a aplicação de magnetos de 200 Gauss, maiores e mais duradouros em relação ao grupo controle, sugeriram que esta terapia pode ser considerada com dor lombar e radicular crônica.

Uma crítica revisão de literatura foi realizada por Eccles NK(14) em 2005, com o objetivo de estabelecer se existe evidência a favor ou contra a eficácia do magnetismo estático em promover analgesia. uma revisão sistemática da literatura foi empreendida aos estudos que compararam o uso de magnetos estáticos a apropriados grupos controles para o tratamento da dor. A metodologia, qualidade e resultados dos estudos foram considerados.

Como resultado final das análises, o autor encontrou que 73,3% dos estudos de melhor qualidade demonstraram um positivo efeito dos magnetos estáticos em promover analgesia a uma ampla gama de diferentes tipos de dor –  neuropática, inflamatória, reumática, e pós-operatória.

A conclusão desta revisão é de que o peso das evidências, a partir de publicações de ensaios controlados e bem conduzidos, sugerem que os campos magnéticos são capazes de induzir ao alívio de dor.

Panagos A. et al.(15) publicaram uma série de casos em 2004, demostrando o uso da magnetoterapia no tratamento da dor miofascial no ombro de pessoas com lesão da medula espinhal. Como esta dor é persistente mesmo às terapias tradicionais, tratamentos alternativos geralmente são considerados. Neste relato de casos, 8 voluntários com  lesão medular participaram de uma aplicação local de magneto de 500 Gauss no ombro por 1 hora.

O score de um questionamento de dor foi comparar e após tratamento. A análise estatística dos resultados permitiu a conclusão de que os campos magnéticos estáticos podem diminuir as dimensões sensoriais e a intensidade da dor miofacial no ombro de pessoas com lesão de medula espinhal.

Um estudo randomizado e controlado utilizando palmilhas com magnetos estáticos de 450 Gauss foi realizado em 2003 por Weintraub MI et al.(16), a fim de determinar uma possível redução da dor neuropática diabética periférica sintomática.

Significante redução dos sintomas de ardência, formigamento e amortecimento, bem como redução da dor nos pés após esforço, nos indivíduos que usaram as palmilhas magnéticas— Panagos A.

Participaram do estudo 375 indivíduos com neuropatia diabética periférica, utilizando constantemente por 4 meses palmilhas magnéticas, randomizadas para o uso de dispositivos verdadeiros ou falsos. Foram realizados séries de testes de quantificação sensorial e/ou condução nervosa. Ao longo dos 4 meses, foram avaliados os scores da escala visual análoga para os sintomas de amortecimento, formigamento e ardência, além do questionário específico de avaliação da qualidade de vida.

A análise estatística dos dados mostrou o seguinte resultado: significante redução dos sintomas de ardência, formigamento e amortecimento, bem como redução da dor nos pés após esforço, nos indivíduos que usaram as palmilhas magnéticas em relação aos que fizeram uso de placebo (tratamento falso).

Referências dos estudos científicos:

(7) Vallbona C, Hazlewood CF, Jurida G. Response of pain to static magnetic fields in postpolio patients: a double-blind pilot study. Arch Phys Med Rehabil, 1997 Nov;78(11):1200-3.

(8) Harlow T, et al. Randomized controlled trial of magnetic bracelets for relieving pain osteoarthritis of the hip and knee. BMJ, 2004 December 18;329(7480): 1450-1454.

(9) Alfano AP et al. Static magnetic fields for treatment of fibromyalgia: a randomized controlled trial. J Altern Complement Med. 2001 Feb;53-64.

(10) Brown CS et al Efficacy of static magnetic field therapy in chronic pelvic pain, a double-blind pilot study. Am J Obstet Gynecol. 2002 Dec;187(6):1581-7.

(11) László JF, et al. Effect of local exposure to inhomogeneous static magnetic field on stomatological pain sensation – a double-blind, randomized, placebo controlled study. Int L Radial Biol. 2012 May;88(5):430-8.

(12) László JF, et al Pain-inhibiting inhomogeneous static magnetic field fails to influence locomotor activity and anxiety behavior in mice: no interference between magnetic field- and morphine-treatment. Brain Res Bull. 2009 Jun 30;79(5):316-21

(13) Khoromi S. et al. Low intensity permanent magnets in the treatment of chronic lumbar radicular pain. J Pain Symptom Manage. 2007 Oct;34(4):434-45

(14) Eccles NK. A critical review of randomized controlled trials of static magnets for pain relief. J Altern Complement Med. 2005 Jun; 11(3),495-509.

(15) Panagos A, et al. Treatment of myofascial shoulder pain in the spinal cord injured population using static magnetic fields: a case series. J Spinal Cord Med. 2004;27(2):138-42.

(16) Weintraub MI et al. Static magnetic field therapy for symptomatic diabetic neuropathy: a randomized, double-blind, placebo- controlled trial. Arch Phys Med Rehabil. 2003 May;84(5):736-46.

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